O Verão está chegando e os esportes nas praias ganham ainda mais popularidade.
Ótimas formas de promover a saúde, manter o corpo sarado e, ainda por cima, entrar em contato com a natureza, o Surf e o Bodyboard estão entre os esportes mais praticados no mundo e, principalmente, no Brasil devido ao seu imenso litoral. E é algo comum entre bodyboarders e surfistas passar horas e mais horas no mar “pegando” ondas sem se preocuparem muito com a alimentação e as agressões que o organismo sofre no ambiente marinho. Sem os cuidados nutricionais adequados, é possível que a diversão vire uma dor de cabeça no mar.
Ótimas formas de promover a saúde, manter o corpo sarado e, ainda por cima, entrar em contato com a natureza, o Surf e o Bodyboard estão entre os esportes mais praticados no mundo e, principalmente, no Brasil devido ao seu imenso litoral. E é algo comum entre bodyboarders e surfistas passar horas e mais horas no mar “pegando” ondas sem se preocuparem muito com a alimentação e as agressões que o organismo sofre no ambiente marinho. Sem os cuidados nutricionais adequados, é possível que a diversão vire uma dor de cabeça no mar.
Uma alimentação voltada à necessidade do surfista e do bodyboarder deve ser dividida em etapas. Em torno de 1 hora antes da sessão, a refeição deve ser leve, porém suficiente para fornecer níveis adequados de energia para a prática da atividade. Devemos atentar para o consumo de carboidratos (principalmente) e proteínas neste momento: sanduíches integrais com queijos brancos, frutas leves como bananas e peras, embutidos light como peito de peru, raízes como aipim e inhame, ou até mesmo tubérculos, como a batata doce. Caso não haja tempo para uma refeição (pelo menos 1h e meia), já que muitos surfistas/bodyboarders acordam e vão direto para o mar aproveitar as ondas, recomenda-se o consumo de refeições mais leves. Não podemos esquecer também da ingestão de líquidos neste momento para manter a hidratação(1). O uso de um suplemento como a maltodextrina diluída em água é altamente recomendado.
Esportes aquáticos podem apresentar outro agravante em relação ao gasto energético. A temperatura do ambiente pode influenciar nos mecanismos de termorregulação, ou seja, caso o mar esteja muito frio, o organismo terá um gasto a mais de energia para manter o corpo numa temperatura estável.
Como o tempo de permanência na água costuma ser superior a 3 horas, é imprescindível que haja ingestão de líquidos e de nutrientes como o carboidrato. As pessoas acham que, por estarem dentro d’água, não desidratam, porém a desidratação acontece mais acentuadamente do que num ambiente seco. Isso por que a quantidade de sal na água é tão grande que atrai água do nosso corpo para fora (um sinal é o surgimento de rugas nas mãos). Já o carboidrato tem a função de manter o fornecimento de energia, retardando a chegada da fadiga e mantendo níveis adequados de açúcar no sangue, o que é essencial para o funcionamento normal do nosso cérebro(3). Portanto, a ingestão de líquidos e carboidratos é fundamental no meio de uma sessão mais longa (>3h)(2). Como o surfista/bodyboarder não gosta de sair do mar para se alimentar ou não tem onde guardar o alimento, uma boa opção é usar os carboidratos em gel (acompanhados de água) ou os repositores hidroglicoeletrolíticos (que repõem água, açúcar e sais minerais).

A alimentação é, muitas vezes, esquecida. E em nível recreacional ela pode não somente determinar o tempo em que você consegue passar dentro d’água se divertindo, mas também definir como você estará se sentindo após a diversão.
Então aproveitem para se alimentarem de forma adequada e boas ondas!
Referências
- HERNANDEZ, A. J. et al. Diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte: Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Rev Bras Med Esporte 2009;15(3).
- CARVALHO, T.; MARA, L. S. Hidratação e Nutrição no Esporte. Rev Bras Med Esporte – Vol. 16, N 2 – Mar/Abr, 2010.
- MAHAN, L. K.; ESCOTT-STUMP, S. Krause: Alimentos, nutrição e dietoterapia. São Paulo: Roca, 2005.